sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sagwa - A Gatinha Siamesa


Era a coisa mais fofa que eu já tinha visto! Seus olhinhos azuis me encantaram quando vi ela na caixa. Pronto! Não tinha mais jeito, foi amor a primeira vista! Levamos ela pra casa, toda pequena e indefesa...
            Passaram-se meses e ela foi ficando grande e cada vez mais esperta! Fazendo travessuras e grandes bagunças!
            Arranhou o sofá todinho, até rasgar. Quebrou um vaso de flor, derrubava enfeites, retratos, ficava em cima do muro, subia na geladeira... Tanta coisa essa danadinha fez! Me mordia, me arranhava... Mas eu ainda a amava muito! Rs’
            Até que um dia a Sagwa fugiu... Procurei ela a vizinhança inteira e nada. Passou um dia... dois... três. Até que no quarto dia a noite, eu escutei um miado na porta da minha casa, e era ela! Saí correndo para pegá-la, estava magrinha... Morrendo de fome.
            Ah... Como eu estava feliz de ter minha gatinha de volta!!!
Passaram alguns dias... E a minha gatinha só estava engordando, muito estranho porque ela nem comia muito. Foi aí que desconfiamos de algo. A Sagwa estava grávida!!!
Oh não! Ela estava apenas com 1aninho. Tão pequena e tão frágil já ia ser mamãe...
            Mas tudo bem! Íamos cuidar muito bem dos filhotes. Foi crescendo a barriguinha dela, era a mamãe gata mais linda do mundo!!!
            Chegou o grande dia! 14 de Janeiro de 2009 ás 07h40min da manhã a Sagwa virou a miar estranho... Na hora que vi, ela estava em cima da minha cama ganhando o primeiro filhote! Peguei-a correndo e a coloquei dentro da caixeta na garagem e fiquei olhando escondida o parto! Nasceu o primeiro filhotinho... Ele era cinza! Tão fofo!!!
            E foi nascendo... Ás 08h50min, 09h15min, 09h50min, 10h e nasceu o último às 10h23min. Isso mesmo! Seis filhotes acabavam de nascer. A Sagwa estava exausta! Passara a manhã inteira parindo! Rs’
            Eu senti que ela não estava tão bem. Arrumei a caminha dela, leite, ração e água e nada dela se animar. Não preocupei muito porque afinal, ela deve que estava bem cansada.
            No dia seguinte ela não amanheceu nada bem! Estava babando muito, custando a andar e estava tendo hemorragia. Fiquei desesperada e a levei ao veterinário. Lá eles deram uma vacina para parar a hemorragia e disseram que era preciso interná-la, só que aqui na cidade não havia nenhuma Clínica veterinária que fazia isso! O jeito era orar e pedir a Deus para curá-la.
            Estávamos todos tristes e sem saber o que fazer, ela estava sofrendo convulsão à toda hora, então tivemos que separá-la dos filhotes, porque ela poderia acabar machucando-os sem querer. Sem comer e sem beber, ela olhava pra mim com aqueles olhinhos azuis tão tristes, e eu ali sem poder fazer nada! Porque não tínhamos como levá-la à outra cidade porque ela não iria agüentar.
            Dia 17 de Janeiro ela amanheceu bem, amamentou os filhotes, se alimentou e estava mais animadinha! Fiquei super feliz! Estava tudo indo muito bem graças a Deus!!!
            Anoiteceu, colocamos ela na caminha com seus filhotes e fomos dormir.
            Era 00:00 e ouvi um barulho estranho... Corri pra ver a Sagwa, e ela estava tendo outra convulsão, chamei minha mãe e seguramos ela pra ela não ficar se debatendo. Mas... O pior aconteceu, ela acabara de morrer ali, na minha frente e eu sem poder fazer nada. Minha mãe tentou disfarçar e dizer que ela só estava dormindo, mas eu já tinha certeza que havia perdido minha gatinha. Passei a noite acordada chorando, até que amanheceu e meus pais acordaram, fiquei deitada na minha cama até que percebi que eles estavam falando da Sagwa, levantei e vi que meu pai havia colocado ela dentro de um saco e estava levando ela pra enterrar na fazendo do meu avô. Não me conti... E chorei rios de lágrimas. Era a pior dor que eu senti na vida. Assim que meu pai saiu fui à caminha dela e fiquei com os filhotes no meu colo, eles sentiam falta da mãe e não paravam de chorar.
            Compramos uma seringa e dávamos leite um a um na boca... Era difícil e cansativo, mas cuidando deles eu me sentia menos triste.
Os filhotes cresceram e minha mãe não queria mais nenhum gatinho, porque seria muito triste se perdêssemos mais um. Eu não aceitava a idéia, e queria ficar com apenas um.
Distribuímos alguns para a minha família, mas no final quando faltava apenas uma gatinha ninguém queria mais, e ficamos com ela para a minha felicidade!
Hoje a Capittu é linda!!! Super manhosa e carinhosa, e adora uma buchinha de cabelo! Rs’
Ela está prestes a completar dois aninhos, cheia de saúde e alegria! E agora me lembro da Sagwa como a minha melhor amiga, que conviveu comigo apenas um ano, mas que será lembrada para toda a eternidade.

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